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domingo, 17 de abril de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
After Páscoa
Digam o que quiserem sobre comer bolos ao pequeno almoço, não há melhor do que começar uma segunda-feira com um pequeno almoço destes. E como uma vez não são vezes...
Depois de várias festas a olhar para os bolos, em que vou tirando uns frutos secos da mala para enganar a fome, esta páscoa/anos da irmã não podia ter sido melhor. A mesa era uns 90% glúten free, foi quase como se fosse eu a aniversariante!
Depois de várias festas a olhar para os bolos, em que vou tirando uns frutos secos da mala para enganar a fome, esta páscoa/anos da irmã não podia ter sido melhor. A mesa era uns 90% glúten free, foi quase como se fosse eu a aniversariante!
sábado, 26 de março de 2016
Bolo de chocolate simples
Sendo amanhã Domingo de Páscoa temos (mais um) motivo para fazer um bolinho! E eu, tendo também os anos da minha irmã tenho desculpa para fazer bem mais do que um, eheh.
Aqui fica uma receita de um bolo de chocolate super simples (tanto na confeção como nos ingredientes que requer) e os desejos de uma Páscoa super docinha!
Para tornar o bolo um pouco mais festivo basta recheá-lo ou cobri-lo a gosto (no final dou um exemplo de cobertura).
- Quanto mais tempo se deixar cozinhar mais espesso vai ficar e mais impossível difícil vai ser espalhar sobre o bolo. A sério, não deixem que fique demasiado sólido ou então vão passar por uma luta na hora de o espalhar (como eu passei)
Aqui fica uma receita de um bolo de chocolate super simples (tanto na confeção como nos ingredientes que requer) e os desejos de uma Páscoa super docinha!
Para tornar o bolo um pouco mais festivo basta recheá-lo ou cobri-lo a gosto (no final dou um exemplo de cobertura).
Ingredientes:
- 2 Chávenas
de farinha de arroz
- 1 ½
Chávena de açúcar louro
- 1 Colher
de sopa rasa de fermento químico
- 1 Colher
de chá de goma xantana
- 1 Colher
de chá mal cheia de sementes de psílio (opcional)
- 1 Tablete
de chocolate de culinária (verificar se não contém glúten!) - também podem usar
chocolate em pó mas o bolo vai ficar mais seco
- 3 Ovos
- ½ Chávena
de óleo
- 1 Chávena
de água quente
- Margarina
(para untar a forma do bolo)
Preparação:
- Untar uma forma com margarina e farinha de arroz (ou colocar papel vegetal)
- Pré-aquecer o forno a 180ºC
- Misturar a farinha de arroz, o açúcar, o fermento e a goma xantana
- Separar as claras e as gemas
- Juntar as gemas à mistura anterior
- Juntar as sementes de psílio à água (para ficar aproximadamente 10min)
- Derreter a tablete de chocolate (usei da Nestlé, existe um com maior percentagem de cacau) num tacho e depois juntar na mistura anterior juntamente com o óleo
(Companhia na cozinha, mesmo sendo da gata, nunca se nega!)
- Aquecer a água (com as sementes) e juntar lentamente à massa
- Bater as claras em castelo e incorporar
- Verter a massa na forma e levar a forno médio (por cerca de 45 minutos)
Notas:
- Para quando se está com mais pressa pode optar-se por não bater as claras em castelo. Nesse caso juntam-se os ingredientes secos todos, juntam-se os ovos, o chocolate derretido, o óleo e a água quente.
Cobertura:
Para a cobertura decidi usar o chamado beijinho (que fiquei a conhecer graças a uma amiga brasileira, pois aparentemente no Brasil são super fãs). É simples de fazer, não foi assim tão simples de barrar... Tem ainda a vantagem de aguentar muito bem à temperatura ambiente.
Os ingredientes são basicamente: Leite condensado, côco e manteiga.
Preparação:
- Num tacho junta-se uma lata de leite condensado, 100g de côco ralado (escolher um isento de glúten) e 1 colher de sopa de manteiga/margarina e deixa-se cozinhar em lume baixo
- Depois de começar a ferver deve desligar-se o lume 2min depois
- No final pode polvilhar-se com mais côco ralado e chocolate
terça-feira, 22 de março de 2016
Pão fofo - para um pão de 750g
O pão é simplesmente uma coisa que toda a gente gosta! É inevitável não apetecer um pãozinho de vez em
quando. Além disso não há nada melhor pela manhã do que não ter de estar a
pensar no que raio iremos nós cozinhar.
Para a minha primeira tentativa de pão sem glúten decidi
pesquisar na internet algumas receitas. Deparei-me com demasiaaaadas receitas e
com demasiados problemas em cada uma delas. Então o que fiz foi ler essas
várias receitas e tentar fazer um mix de todas, tentando “abolir” aquilo que
possivelmente estava de errado nelas. Para primeira experiência completamente
inventada o resultado foi muito positivo!
Ingredientes:
- 3 Colheres
sopa de óleo
- 1 Colher
café de vinagre
- ½ Xícara
de leite de soja (ou outro leite à vossa escolha)
- ¾ Xícara
de água morna
- 1 Colher
chá de sementes de psílio
- 2 Ovos
- 3 Colheres
de sopa de açúcar mascavado
- 1 Colher
de chá de sal
- 1 Xícara
de farinha de arroz
- 1 Xícara
de polvilho doce (se não tiverem usem o azedo)
- ½ Xícara
de farinha de Teff
- ½ Xícara
de amido de milho (Maizena)
- ½ Colher
chá de goma xantana
- 1 Colher
sopa de farinha de alfarroba
- 2 Colheres
chá de fermento de padeiro em pó (fermento biológico)
Preparação:
- Antes de
mais usar uma pequena quantidade da água que se vai usar e colocar num recipiente com as sementes de psílio e deixar demolhar por 10min (deste modo as
sementes vão expandir e formar uma espécie de goma)
- Retirar o
recipiente da máquina de fazer pão (a minha máquina foi comprada no Lidl) - Não esquecer de adicionar as varas de bater como já me chegou a acontecer (devia estar meia a dormir)
- Adicionar
primeiro os ingredientes líquidos todos (quando juntar a água juntar a água com
as sementes de psílio também), incluindo os ovos
- De seguida
adicionar o açúcar e o sal, as farinhas, a goma xantana e por último o fermento (sem que este
entre em contacto com os líquidos)
- Liga-se a máquina e na máquina
em questão seleciono o programa 9 (pão s/ glúten), o tamanho do pão (750g) e a cor média (e o tempo caso se queira programar - neste caso programei para 10h depois de ligar a máquina)
- Depois resta esperar que o pão fique pronto e atacar!
Notas:
- O pão fica
muito fofo e com uma côdea crocante!
- Quanto
mais leite colocarem mais fofo e húmido ficará o pão.
- Nunca
experimentei a receita sem ser na máquina de pão mas provavelmente fica
igualmente delicioso!
- Quando
usarem a máquina do pão não se esqueçam de após retirar o pão lavar a forma com
água fria com um pano macio
- Apesar do pão não ser muito grande eu costumo fatiar e congelar algumas fatias
O desafio
Quando o médico me disse para fazer a dieta sem glúten ainda
me senti confiante. Do tipo “Vai ser um desafio, mas eu sou capaz!”. Mas
olhando bem à minha volta só existem coisas a lembrar-me como TUDO tem glúten… Ou
seja, vai ser um desafio complicado.
Há dias em que não me importo sequer de ir jantar com alguém
que vai comer uma pizza enquanto eu como a medo outra coisa qualquer, mas há outros em
que basta ver um pacote de bolachas “normais” na bancada da cozinha para quase
ter um ataque!
É que quer dizer, nunca
mais comer rigorosamente nada com glúten.
Mentalmente penso numa lista de
coisas que não vou voltar a comer...
"o pão maravilhoso da padaria ao lado de
casa; as minhas pizzas preferidas; pastéis de Belém; bolachas de oreo e o doce
mais maravilhoso de sempre – doce de oreo!; a maioria das batatas fritas que se
vendem nos supermercados; aquelas gomas que por
acaso são as minhas preferidas e que são feitas com farinha de trigo; os
folhados de pizza deliciosos do lidl; a maioria dos doces e bolos numa festa;
os crepes com nutella daquela gelataria; farturas; cachorros quentes; churros;
croissants daqueles folhados deliciosos; os imensos pacotes de massa de todos os tamanhos, cores e feitios que
tenho na despensa; os meus queridos chocolates milka; lasanha; francesinha; coisas que até podia comer mas decidem por para lá farinha só porque sim; entre MUITOS outros…”
Mas o pensamento seguinte passa por –
se não posso comer essas coisas e muitas outras que por alguma razão estúpida
levam farinhas na sua composição, o melhor é começar a aprender a COZINHÁ-LAS!
Esse é agora o meu desafio, o meu desafio diário. E neste blog vou mostrar-vos
a vocês (e a mim mesma) como é possível cozinhar tudo o que queremos sem
glúten! :D
Das queixas ao diagnóstico
Quando começaram as queixas? É uma coisa que nem sei bem…
Quando era mais nova, entre o secundário e a licenciatura, o
meu problema eram as gastrites e gastroenterites. Todos os anos ia parar às
urgências pelo menos 2x às custas destas meninas. Se elas tinham já alguma
relação com o glúten é algo que não sei. Penso que a última vez que isso
aconteceu foi em 2013.
Entretanto não voltaram a haver nem gastrites nem
gastroenterites, mas infelizmente vieram outros sintomas. Dei por mim habituada
aos vários sintomas que tinha, como se fossem normais. Todos os dias acordava
enjoada e com dores gástricas e abdominais; sentia que a comida me caia quase
sempre mal, deixando-me enjoada; tinha diarreias constantes; vómitos; cólicas a
toda a hora; a barriga inchada, … Estes sintomas inevitavelmente deixaram-me
com grandes oscilações de humor. Dei por mim com uma constante irritabilidade,
tanto para comigo como para os outros. A ansiedade era outra coisa que estava
sempre presente, principalmente se pensava que tinha de fazer uma viagem ou
sair até algum lado – pensava constantemente quando é que ia acabar por me
sentir mal. Os sintomas foram piorando e levaram-me a sentir inúmeros sinais de
depressão.
Acho que foi nessa altura que pensei que não podia continuar
assim. Não podia continuar a considerar estes sintomas como normais e tinha de
haver alguma coisa a fazer para poder ter uma vida normal. Decidi finalmente
marcar uma consulta com um gastroenterologista, no final de fevereiro de 2015.
Expliquei-lhe os meus sintomas, como um deles eram as
insónias e dificuldade em manter o sono ele receitou-me vários compridos para
dormir – vários porque fomos fazendo experiências e nenhuns deles funcionava.
Ao mesmo tempo ele pediu-me para fazer um diário alimentar, onde tinha de
apontar o que comia e a que horas e os sintomas que tinha. Segui o diário à
risca, durante meses andava com ele sempre atrás, enquanto tentava fazer uma
relação entre um alimento e as minhas dores constantes. Acabou por se
considerar a doença celíaca (DC) ou a intolerância ao glúten e assim o médico
mandou-me fazer análises ao sangue para avaliar os anticorpos anti-gliadina,
anti-endomísio e anti-t transglutaminase. Os resultados acabaram por dar
negativo para os anticorpos anti-gliadina mas positivo para os outros dois.
Quando se considerou então a DC claro que fui quase
imediatamente à internet pesquisar acerca disso. De repente muitas outras
queixas faziam sentido, porque com a doença celíaca não estavam só relacionadas
as queixas gastrointestinais. “Fadiga, irritabilidade, oscilações de humor,
dificuldade em concentrar, inchaço e dores nas articulações, dores nos ossos,
unhas fracas, queda de cabelo, …” Na verdade andava a queixar-me de muitas
delas. Inclusive, cheguei a ir a um ortopedista por causa de dores nas costas
insuportáveis, as dores nas articulações dos dedos já eram algo que me
atormentava há bastante tempo e além disso tenho síndrome de Raynaud, que
aparentemente pode estar associado à DC.
Além das análises, foi-me recomendado fazer uma dieta sem
glúten e continuar o diário alimentar. Durante algum tempo, não muito, foi o
que fiz, e senti-me ligeiramente melhor. Como já tinha feito alguma pesquisa
sabia que para ter a confirmação de DC era necessário fazer uma biópsia ao
intestino delgado e falei ao médico sobre isso. Ele disse que sim mas não foi
muito convincente e disse que podia marcar logo, ao que eu achei estranho
porque também tinha lido que era necessário a pessoa estar sob uma dieta com
glúten para a biópsia poder dar um resultado fiável, pois só estando a consumir
glúten podia haver lesão das vilosidades intestinais. Ele lá aceitou o meu
argumento e disse para voltar à alimentação normal com glúten por 2 semanas e
depois ir fazer a endoscopia (que fiz em maio 2015).
Fiz o que ele mandou, a biopsia não deu nada de errado. Já
faziam quase 6 meses que
ia às consultas e só estava a resultar numa maior frustração. Acabei por ouvir
falar muito bem de outro gastroenterologista, pelo que decidi mudar de médico,
isto já a meio de agosto, 2015.
A primeira coisa que achei foi que o médico tinha uma cara
assustadora, mas ao sair da consulta não podia ter ficado a gostar mais dele.
Depois dessa consulta comecei a sentir realmente esperança. Este médico era
precisamente o tipo de médico que qualquer pessoa gosta – não tem pressa em
despachar a consulta, faz perguntas acerca de tudo, explica todas as
possibilidades e o que elas representam e pergunta várias vezes se temos alguma
dúvida. Na altura levei a biópsia que tinha feito com o outro médico (erro meu,
esqueci-me de levar logo as análises que tinha feito antes). Ele ao ver a
biópsia ao intestino delgado, sem danos relevantes não pensou em DC e disse-me
que uma possibilidade era a síndrome do intestino irritável. Os sintomas batiam
certo também com esse diagnóstico, pelo que podia efetivamente ser isso. Disse-me
para por uns tempos tentar evitar alguns dos alimentos que irritam mais o
intestino (verduras, fruta crua, molhos, álcool, café, chá preto, …) e disse
ainda que haviam várias medicações para esse caso e que íamos começar com uma e
ver no que é que dava. Acabei por experimentar 3 medicamentos diferentes. Houve
um que me deixou melhor, mas não era o suficiente… Quando tinha dores tomava-o
e melhorava mas continuava a ter os outros sintomas todos. O médico continuou
prestável, dizia-me sempre que havia sempre outro caminho a seguir e íamos
explorar todas as opções até acertarmos com o diagnóstico.
Acabei mais tarde, já não me lembro porquê, por levar as
tais análises. Ele ficou um pouco incrédulo e disse que aquelas análises não
faziam sentido. Segundo ele as análises ao sangue apontavam para DC e a biópsia
dizia o contrário. Acabei por explicar como tinha sido feita a biópsia – após
um período sem glúten houve outro período, embora curto, com glúten. Ele ficou
bastante intrigado e disse que, embora não gostasse de partir para os métodos
invasivos, gostava de me fazer uma nova endoscopia e que aproveitávamos a
sedação para fazer uma colonoscopia para ficarmos já a saber o que se passava
com tudo. Pediu-me que antes de fazer a endoscopia comesse o máximo de glúten
possível, numa tentativa por assim dizer, de "estragar" ao máximo as vilosidades
intestinais, durante cerca de um mês.
Nem vale a pena falar sobre como a preparação para fazer a
colonoscopia foi horrível. Quando estava já deitada pronta para me darem a
anestesia só pensei “estou tão morta de fome que era capaz de adormecer e não
sentir nada sem anestesia…”. Foi a primeira vez que vi o médico sorrir.
Quanto aos resultados, diziam haver na mucosa do duodeno
áreas com ligeira diminuição das dimensões vilositárias – “a correlacionar com
os dados clínicos”. E ainda alterações inflamatórias crónicas inespecíficas no
íleon e cólon. Correlacionando então com os dados clínicos tudo indicava a DC.
Assim sendo o meu médico, apesar de não me confirmar a DC, pois poderá
eventualmente ser uma intolerância ao glúten não celíaca, disse que tinha então
de fazer uma dieta isenta de glúten, tendo o cuidado de ser muito rigorosa.
Agora, são 3 meses de DIG (dieta isenta de glúten), depois
novas análises e nova consulta para ver em que ponto da situação ficamos.
10.Dezembro.2015
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